segunda-feira, 18 de novembro de 2013

WonderSwan - vale a pena emular?

Em Março de 1999 a Bandai lançava seu portátil no mercado japonês, e um ano e pouco depois, o mesmo videogame recebe uma melhoria significativa e se torna o Wonderswan Color.

Wonderswan em sua primeira versão
Visual de plástico transparente, deixa o WonderSwan Color mais bonito ainda.
Contando com um controle diferente, o Wonderswan conta com 8 direcionais que nem sempre funcionam nessa função, mais Select e Start e mais dois botões de ação. O concorrente mais direto dele seria o GameBoy, e na época, saia do formato clássico e bem simples, para o formato Color. Se compararmos hardware, o portátil da Bandai era consideravelmente melhor. Segue a lista:



CPU: SPGY-1002, a 3.072 kHz 16-bit NEC V30MZ Clone;
Memória: 64Kbyte VRAM/WRAM (shared);

Tela:

FSTN refletivo LCD;
2.8 inch (71 mm) diagonal;
Sem backlight;
Resolução: 224x144 pixels;
Cores: 241 de 4096 colors;

Som: Built-in mono speaker ou stereo com adaptador opcional para Fones de ouvido com três configurações: mute, soft, loud;
Link: 2 jogadores (somente com adaptador);
Energia: 1 bateria AA (~20 horas de jogo);
Tamanho: 128 por 74.3 por 24.3 mm;
Peso: 95 g incluindo a bateria.

Bem mais interessante que o processador de 8 bits do GameBoy, mas na época, a Nintendo tinha Pokémon, o que deixou a briga bem desigual.

Parte de trás do Wonderswan Color
É meio coisa de criança, mas na época, eu adorei desde a primeira vez que ví o WonderSwan. Esse visual translúcido depois veio também para o Game Boy, mas ele era pequeno, dava pra levar na bolso da calça, os jogos eram em cartuchos resistentes e usavam uma só pilha. Em 2001 eu ainda tinha um Game Boy Classic, 4 pilhas para menos de 6 horas de funcionamento que acabavam rápido demais quando jogava meu Pokémon Silver, invejando e muito o WSC que funcionava com uma só pilha, até 20 horas de funcionamento. Depois de adulto, comprei um pra mim e consegui comprovar a duração da carga dele.




O grande problema do Wonderswan foi o fato de não ter saído do Japão, apesar do seu sucesso relativo por lá. A biblioteca de jogos é bem interessante, e provavelmente faria algum sucesso no ocidente graças as franquias que contavam com seus jogos, entre elas: Ultraman, One Piece, Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco e Digimon, que veio pra bater de frente com Pokémon.





Aí que era o problema. Um jogo bom e portátil de Saint Seya venderia muito por aqui, mas em japonês seria praticamente impossível emplacar. Lembrando é claro, que na época era muito mais comum ter um videogame importado, e ficar importando as "fitas" já que nosso mercado nacional quase não existia.




Mesmo com o problema da linguagem, ainda sim é possível aproveitar os jogos do sistema, graças a sua simplicidade em termos de hardware, a emulação do WonderSwan é muito boa.

Tanto PC quando Android, recomendo o uso do RetroArch, ou do WonderDroid. Se for corajoso, aproveite os RPG's das licenças de animes, se não, aproveite os jogos mais casuais.

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